TUDO PELA MÍDIA

A super exposição, a busca pelo reconhecimento alheio sempre foi uma das coisas mais desejadas pelo ser humano. Aprovação de atos éticos ou pessoais.

Nos anos 80, o Cassino do Chacrinha era onde os cantores de sucesso apareciam. Algumas histórias são pitorescas. Todo fim de ano, o programa colocava gorrinhos de Papai Noel nos cantores e cantoras. Norma do programa. É impagável ver a Legião Urbana de gorrinho cantando Tempo Perdido e recebendo o Disco de Platina. Ou a Plebe Rude cantando a Censura.

Entretanto o mais emblemático foi a banda IRA que se recusou a colocar gorrinho, e assim foram banidos do programa. Nem tocaram.

Fizeram o que a consciência deles mandava, e não perderam o foco.

No século 21, a busca pela fama e reconhecimento notório continua.

Último fim de semana de 2011, a senhora Ana Paula Valadão cantou suas cantilenas lamuriantes no Caldeirão do Huck. A Globo está investindo no filão evangélico. Aline Barros, a súdita da Rainha Xuxa, cantou no Show da Virada, assim como as diabólicas Ivete Sangalo, Claudia Leitte e Margareth Menezes.
Muitos acreditam que a palavra está sendo levada aos incredulos. Mas com que preço?
Será que a senhora Valadão teria coragem de pedir para as dançarinas se cobrirem enquanto canta seus louvores?
No Faustão, enquanto cantava Preciso de Ti, as dançarinas em trajes sumários faziam a coreografia.
Está sobrando desejo pela mídia e faltando coerência.

No tempo do Chacrinha não tinha cantor gospel apadrinhado pela emissora.
Cada um coloca seu gorrinho de natal.

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