O SENTIDO PLENO DAS PALAVRAS

Comemorando 3 anos de BLOG, resolvi resgatar alguns textos.

“Quanto mais a gente quer entender alguém, mais temos que compreender o que as palavras significam para ela.
A banalização do eu te amo é a mais corriqueira frase dos novos casais.
Uma semana de namoro: eu te amo!
Você é a pessoa da minha vida.
O orkut está cheio destas declarações, no minimo irresponsáveis.
Destas distorções sentimentais, nascem casamentos que não duram nem o tempo da lua-de-fel (ops…intencional).
Acho que a superficialidade de relações proporciona isto.
Como sou muito desconfiado sobre novos relacionamentos, novas amizades sempre deixo a porta entre-aberta para batê-la nos dedos dos incautos.
Mas a atuação pífia de alguns, é seu cartão de visita para a ignorância e morte social.
Não que eu esteja matando.
Mas um suicídio relacional da outra pessoa.
Conheci uma pessoa que aparentemente é muito legal.
No entanto, consegue mudar o humor, as condições climáticas de uma hora para outra.
Reflexo da sua própria fragilidade emocional, que pode dizer em uma semana que ama o seu namorado, aquele que acabou de conhecer, transformá-lo no homem de sua vida sem pudor algum.
Entretanto, há duas semanas nutria um amor incondicional e doentio por outro.
No final, acaba casando com alguém que por uma necessidade umbilical ou fisíca se tornou o homem de sua vida, uma bênção de Deus.
Relacionamentos se constroem com o tempo.
Muito tempo, para que sejam duráveis.
E o supermercado vende produtos descartáveis para consumo imediato, e não dá para amadurecer um relacionamento em uma semana, como uma banana verde.
Isto tudo passa pela compreensão das palavras que usamos.
Alguns usam outros com as palavras.
Dizem eu te amo, você é uma bênção de Deus, você é a pessoa que eu esperava!
Paixões são fulminantes.
Quando termina pouco resta.
Só vagas lembranças.
Mas o vazio continua.
Por isso, o medo da solidão impulsione tantos a usarem as palavras fora do seu sentido correto.
Mesmo acompanhadas, vão estar sempre sozinhas.
Afagar o ego do outro para não lembrar dos problemas e limitações é um crime.
A outra pessoa merece palavras graciosas e inflantes.
Mas não merece ser enganada (alguns gostam de ser enganados, necessidade de alguém por perto).
Uma hora, ela cansa.
Ela vai procurar outro que atenda aos seus pobres anseios de companhia.
Mas o que vai importar para esta pessoa o rastro de sangue, dos corações partidos que ela vai deixar.
Uma serial killer de sentimentos alheios.”
publicado originalmente em 17/12/2008
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