CONCEITOS NÃO MORREM, MAS ENVELHECEM

Em alguns momentos nos deparamos com algumas escolhas que devemos fazer que influenciam o resto de nossas vida.

Qual faculdade fazer?
Que carreira escolher?
Com quem namorar e casar?
Quantos filhos ter? E se já tem, quantos mais?
Que ração dar para os pitbulls?
Independente se a decisão é demorada ou rápida, as consequências nos perseguem para o resto de nossa existência.
Quando eu tinha uns 16 ou 17 anos, terminando o segundo grau, meus pais me chamaram no quarto e me perguntaram o que eu iria fazer da minha vida.
Um primo meu, considerado como exemplo que devia ser seguido, tinha feito um concurso anos antes e era um funcionário do Banco do Brasil.
Ganhava bem, benefícios, etc.
Acho que na cabeça dos meus pais, o sucesso profissional podia ser medido desta forma.
Respondi para eles que não sabia o que gostaria de ser, mas que tinha certeza do que não queria fazer.
Emendei dizendo que não queria ser bancária, funcionário público, usar terno, ser pastor ou ficar escravo das horas em algum trabalho burocrático.
De qualquer forma é uma escolha que para os padrões profissionais não trazem dinheiro, fama, mulheres ou carros do ano.
Minha ex-mulher sempre me disse que eu nunca soube ganhar dinheiro.
Apesar de saber realizar ( e muito bem), não sabia precificar e nem ganhar dinheiro.
Até hoje é um dos meus problemas.
Um dos meus defeitos entre os inúmeros que eu tenho.
Esta escolha do que não fazer, proporcionou a satisfação de fazer somente o que eu gosto.
Talvez seja o problema de não dar o valor devido para o que faço.
Satisfação paga os aborrecimentos.
A forma prática como vejo as coisas gera mais resultados positivos que negativos.
No entanto, o lucro as vezes não existe.
Se as pessoas, na sua maioria, conseguissem realizar seus sonhos e esquecer o mercantilismo e capitalismo que vivem suas vidas, teríamos um mundo menos stressado.
Muitos estariam mas preocupados em suas realizações, e não odiando outros por suas realizações.
Cada vez mais observo que aumenta o número de pessoas que só se sentem bem quando encontram pessoas que estão piores que ela.
A infelicidade beira o caos.
Espero conseguir morrer antes de ficar velho…
… nas idéias.
Mas não quero fugir das minhas responsabilidades da idade, da vida ou me tornar uma aberração.
Eu sei que as pessoas não gostam muito de mim, mais pelo estereótipo do que pelas coisas que faço (ou deixo de fazer).
Mas como disse Nelson Rodrigues: a unanimidade é burra.
E como alguém disse: normal é ser diferente.
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