ALGUNS DIAS DE SILÊNCIO

(…)
Tem hora que as coisas mais importantes perdem a importância.
Tudo que fazia sentido, fica sem sentido.
Exatamente neste momento que a gente pára, olha por cima do ombro e pergunta: andei isto tudo para que?
Sem locupletações religiosas gritando onde está Deus?
Nada disso.
Apenas uma introspecção aguda sobre o tudo que falta no nada.
Talvez isto esteja afetando as minhas expressões.
Provavelmente esteja com indelével expressão de Sylvester Stallone: sorrindo ou chorando, faminto ou satisfeito é sempre a mesma pobre expressão.
Entretanto é tudo questão de tempo, não sei se para acostumar com a idéia, mas pelo menos não torná-la tão explicita na minha face.
Na condição atual, aumenta-se o açúcar, o chocolate, os biscoitos recheados.
Um amigo, gordo, me disse que o açúcar da um sensação de satisfação e preenchimento.
Estou nesta fase calórica e adocicada.
E simplista nos escritos.
(…)

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Publicado em: EU

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