A VERDADE ESTÁ LÁ FORA

Em meio a enfileirada falta de inspiração e o vício latente em escrever, me sinto como se estivesse sendo esmagado por paredes cheias de afinadas lâminas prontas a perfurar, imaginariamente o meu corpo.
Não que tenha sonhado com isto esta noite, mas foi cansativo o sonho.
Reflexo de um noite bem dormida.
Barba cresceu. E a sensação de mudança que devo capitanear na minha vida, cada vez mais está delineada em meio ao fog das dúvidas.
Em outras palavras: não quero dizer nada com isto.
Acho que tudo já foi dito.
Talvez seja o excesso de episódios de X-files que tenho assistido, tem provocado está completa falta de nexo no conjunto de palavras.
Para completar, baixei Sweeney Todd, O barbeiro Demôniaco com Johnny Depp. Mais bizarro impossível.
O que gostaria mesmo de escrever, está além do campo do comentável.
Não escrevo mais sobre determinadas pessoas ou assuntos que embora não resolvidos encerraram seu ciclo de vida nas minhas prioridades.
Aliás, ontem um amigo me disse que sou cíclico.
Uma semana bato e na outra sopro e afago.
Talvez seja o tipo de alimentação gordurosa que tenho consumido na hora do almoço.
Compartilhar nossos pequenos mundos com o mundo, é melhor que terapia.
Suplantamos nossos pequenos medos e dúvidas.
Uso o plural, porque cada vez mais blogueiros escrevem suas angústias existenciais como folhetim.
O contador de visitas é um ode ao ego.
Não estou sozinho no mundo e existem outros com que posso dividir minhas dúvidas, lendo meus escritos sem perguntar ou comentar.
Em alguns blogs que leio, existe um pequeno lembrete: comente que vou ler!
E ainda tem aquela palavra que você tem que escrever para comentar, e ainda aguardar a aprovação do seu comentário pelo dono da postagem.
São quase 40 blogs que assino e leio seus textos diariamente.
Escrevi, escrevi e escrevi e não disse tudo que gostaria de escrever.
Escrevi sobre nada.

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Publicado em: EU

4 comentários sobre “A VERDADE ESTÁ LÁ FORA

  1. Carla Cris - Pote de Mel disse:

    Acho que essa música ilustra bem…POEMA”Eu hoje tive um pesadeloE levantei atento, a tempoEu acordei com medoE procurei no escuroAlguém com o seu carinhoE lembrei de um tempoPorque o passado me traz uma lembrançaDo tempo que eu era ainda criançaE o medo era motivo de choroDesculpa pra um abraço ou consoloHoje eu acordei com medoMas não chorei, nem reclamei abrigoDo escuro, eu via o infinitoSem presente, passado ou futuroSenti um abraço forte, já não era medoEra uma coisa sua que ficou em mimE que não tem fimDe repente, a gente vê que perdeuOu está perdendo alguma coisaMorna e ingênua que vai ficando no caminhoQue é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminadoPela beleza do que aconteceu há minutos atrás”

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