HOMEM OBJETO 2

No domingo passado, um amigo de longas datas veio conversar comigo sobre alguns assuntos ligados a música, e comentou que leu o texto Homem objeto do Diogo. Ele externou sua preocupação com os rumos que as coisas vão tomando.
Infelizmente, o discurso está andando bem longe da prática. Na igreja, de terno e gravata, ou roupa dita adequada ao ambiente, os patrulheiros ideológicos vão minando os trabalhos, talvez até inconscientemente. Sempre com o objetivo de estar sob a vontade de Deus.
Esta semana, fui também alvo da disponibilização do meu tempo, do meu trabalho sem primeiro me perguntarem se estou afim de fazer ou não, se tenho tempo ou não.
Para mim, 90% de inspiração e 10% de transpiração. Se não consigo visualizar e ou me encantar por algo, não faço ou demoro muito a entregar, para ver se a pessoa desiste.
Temas estranhos, chamadas estapafurdias que não dizem nada a ninguém permeiam muito dos trabalhos que querem que eu faça.
Há uns meses atrás, um pastor veio até mim e disse: estou precisando que você faça um cartaz para um evento que atingirá a comunidade. Depois dele explicar o evento, o tema, que era muito legal, perguntei: vou ter a liberdade para fazer do jeito que tem que ser ou do jeito que você acha que tem que ser?
Espantado, o tal pastor me disse que poderia fazer do jeito que ele achava. Ponderei que a linguagem usada na igreja era uma, para quem não é de igreja é outra. Mas não adiantou. Então falei para ele que não contasse comigo.
Alguns pastores, por serem chamados para exercerem o ministério se sentem acima de todos, até em coisas onde o conhecimento deles é ralo. Como o amigão Utahy comentou em Dr Jekyll & Mr. Hyde, ninguém é mais egocêntrico que um pastor. Muitos acham que o mundo é apenas do jeito que eles acham e que as soluções de qualquer situação passa apenas pela mente deles.
E nós, pobres incautos, temos que aceitar como objetos, alguns dejetos que querem jogar em cima.
Pelo menos o pastor da minha igreja, em algumas coisas que não sabe pede ajuda.
Geralmente, os auto-denominados santos, tem uma dificuldade muito grande de entenderem que não entendem de tudo, e que o tempo dos outros nem sempre está a disposição das suas indiossincrasias. De idiossincrasia, já basta a minha.
Faço várias coisas que me pedem, até em cima da hora, e em algumas horas, se necessário. Depende quem pede, como pede.
Faço acepção de pessoas.
Não resisto.
Isto logo eu, que reclamo tanto da diferenciação que decanto tanto por aqui que existe e percebo.
É a minha idiossincrasia.

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