VOCÊ NÃO ESTÁ BEM? parte final

Quando eu tinha uns 4 anos, me lembro de assistir National Kid. Todos assistiam, cantavam a muzk em japonês. Uma vez na praia, nesta mesma praia aí da foto ao lado, os garotos maiores me chamaram para brincar com eles. Dividiram entre bonzinhos e mauzinhos.
Me colocaram no lado dos mauzinhos.
Desde de criança me classificam e me colocam no bad side.
Começou a brincadeira.
Luta.
Lá pelo meio da luta entre o bem e o mal, o garoto maior me pegou pela garganta, e começou a me afogar.
Ele tinha que acabar com o mal. O mal não deve suplantar as forças do bem.
Neste dia o mal venceu.
Dei um direto no frontal do garoto maior que foi a knockout.
Só lembro que me livrei do garoto.
Parei de brincar com eles.
Fui para perto da minha mãe que me perguntou: você está bem? O que aconteceu?
Expliquei para ela.
Depois disto lembro de ter encontrado os garotos na praia.
Mas não fui chamado mais para brincar de National Kid.
Com uns 17 anos, numa partida de futebol, entre colegas de igreja, saudável diversão de pessoas salvas e modificadas pelo sangue de Cristo, fui brigar pela segunda vez.
O alvo da discórdia, nem lembro, mas eu e o outro cara não trocavamos gentilezas e muito menos sutilezas afáveis.
Lá pelas tantas, entrei para rachar o sujeito, como ele também fazia. Depois do choque, virei as costas, o sujeito pulou no meu pescoço, numa tentativa de mochilar e aplicar o mata-leão. Consegui me livrar dele. Meu pai foi separar a briga. O sujeito bateu no meu pai.
Não deu mais para ser bonzinho. Voei com os 2 pés no peito dele. Cada um caiu para um lado e começamos a trocar socos e pontapés. Alguém me pegou e arrastou para longe.
O sujeito estava sendo contido no chão, quando meu pai apareceu e começou a socar a cara do sujeito.
Passaram 20 anos.
Novamente no futebol evangélico, entre pessoas sensatas, o mesmo sujeito veio entrar para rachar. Eu também rachei ele.
Ele disse: na próxima vou te quebrar. Eu falei: então vem.
Virei as costas e continuei andando. Desta vez, ele não tentou mochilar. Deu um direto no meu rosto pelas costas. E começamos novamente a brigar.
Fiquei com o olho roxo e um corte abaixo do olho.
Hoje em dia, nos falamos cordialmente, mas no futebol evitamos divididas e confrontos.
Há uns 3 anos atrás, um desprecipitado mentalmente, também da igreja, resolveu me dar uns pedala Robinho, para estravazar seus problemas psiquicos. Na época estava fazendo Muai Thai.
Coitado dele. Bati para me defender.
Ano passado, também no futebol de crente, tive o último duelo. Fato relatado em Grizzly Man, fato superado mas com desdobramentos não satisfatórios pelas posições adotadas pelas outras pessoas diante do fato.
Estes relatos todos de desavenças, brigas e socos me levam a uma questão: passo 90% do meu tempo fora do convívio chamado cristão, e não brigo com ninguém, apesar de conhecer criminosos, pessoas que brigam até porque você olhou para o tênis dele, mas porque minhas brigas só acontecem neste contexto religioso, pseudo-diferente?
O erro está em mim?
Estou tão errado mesmo?
Ou o erro está como os outros me vêem?
É…
…nós, todos, não estamos bem mesmo.

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