A COBRA TROCA DE PELE MAS CONTINUA A MESMA!

Quando estava voltando do centro hoje de manhã, cumprindo a meia-maratona semanal de ir pegar fotos lá, para variar ouvindo Van Halen, pensei em algumas coisas q ue ouvi no final de semana.

Na sexta, um conhecido estava reclamando que o guitarrista estava solando muito. Logo percebi que ele era adepto do famoso e irritante chá-com-pão que todo guitarrista iniciante, ou melhor, violonceiro em início de aprendizado ritmicamente faz. O Milton, batera do DDM, falou para mim que viajei muito nas muzks de domingo. Soltei todo o arsenal de harmônicos falsos, bendings, tappings possíveis, e alavancadas. Disse que eu devia ser mais melódico. Estas declarações me fizeram pensar o quanto ouvir Lagoinha, Pantaninho, Laminha, Ministério Prá Sentar e outros faz mal a consciência musical das pessoas.
Existe um padrão sonoro, literário que entranha nas pessoas ao ponto de qualquer coisa diferente ser criticada. Eu não consigo imaginar o que as pessoas pensam quando se deparam com as minhas guitarras coloridas, listradas e mal pintadas. Que horror! Sai deste corpo que não te pertence, devem gritar alguns internamente. Outros devem esbravejar olhando seus boletins gritando consigo a igreja está mundanizada!
Cresci, sei lá porque, escutando Rock desde os 9 anos ( é só ler o blog anteriormente) e para mim fica dificil ouvir o padrão evangélico musical sacro e correto diante dos olhos dos homens na minha casa ou em qualquer outro lugar.
É claro que tem coisas boas. Existe a excessão para provar a regra.
As vezes, eu fico imaginando como seria se eu tocasse violão, deixasse o cabelo crescer (deixando as entradas capilares evidentes), fizesse a barba diariamante, usasse calça de tergal, sapato Vulcabrás 752, meias brancas e cantasse clássicos como Te Agradeço, Corpo e Família, Nas Estrelas numa bela roda de jovens ávidos em ouvir estas pérolas! Jovens?!?!?!!?
Só imagino.
Acho que quem imaginou a cena deve estar rindo. E muito. E dizendo: impossível isto acontecer!
Um dia quem sabe, outras pessoas vão invadir o espaço sagrado da música gospel e mostrar que não existe só isso que cantamos e tocamos nas igrejas, ou ouvimos nas rádios evangélicas. Vamos sair do marasmo da lagoinha, da laminha, do pantaninho que caímos e atolamos.
Vivas as guitarras coloridas, estridentes, pesadas e 100 noção!!!!!!!
As cobras e as minhas guitarras mudam de pele, mas continuam as mesmas.

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3 comentários sobre “A COBRA TROCA DE PELE MAS CONTINUA A MESMA!

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