A super exposição, a busca pelo reconhecimento alheio sempre foi uma das coisas mais desejadas pelo ser humano. Aprovação de atos éticos ou pessoais.

Nos anos 80, o Cassino do Chacrinha era onde os cantores de sucesso apareciam. Algumas histórias são pitorescas. Todo fim de ano, o programa colocava gorrinhos de Papai Noel nos cantores e cantoras. Norma do programa. É impagável ver a Legião Urbana de gorrinho cantando Tempo Perdido e recebendo o Disco de Platina. Ou a Plebe Rude cantando a Censura.

Entretanto o mais emblemático foi a banda IRA que se recusou a colocar gorrinho, e assim foram banidos do programa. Nem tocaram.

Fizeram o que a consciência deles mandava, e não perderam o foco.

No século 21, a busca pela fama e reconhecimento notório continua.

Último fim de semana de 2011, a senhora Ana Paula Valadão cantou suas cantilenas lamuriantes no Caldeirão do Huck. A Globo está investindo no filão evangélico. Aline Barros, a súdita da Rainha Xuxa, cantou no Show da Virada, assim como as diabólicas Ivete Sangalo, Claudia Leitte e Margareth Menezes.
Muitos acreditam que a palavra está sendo levada aos incredulos. Mas com que preço?
Será que a senhora Valadão teria coragem de pedir para as dançarinas se cobrirem enquanto canta seus louvores?
No Faustão, enquanto cantava Preciso de Ti, as dançarinas em trajes sumários faziam a coreografia.
Está sobrando desejo pela mídia e faltando coerência.

No tempo do Chacrinha não tinha cantor gospel apadrinhado pela emissora.
Cada um coloca seu gorrinho de natal.

Leia com atenção.

"Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.

Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo – ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal – e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos..

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
9.Telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas..

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?

5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.
É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.

Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada

Brasil!"

Vamos começar uma campanha para o próximo RIR, ou no Rio, Lisboa ou em Madri, para ser criada a noite Gospel, como já tem coma tradicional noite do Metal.

Assim, evangélicos de todas as raças e credos poderão assistir ao evento sem constrangimento algum.

Isto será mais um momento da ascendente carreira da nova pop-star APVB. Imagine, ela no seu camarim-tenda, regado a vinho da Palestina com tâmaras e azeitonas israelenses, ela seus fiéis seguidores estarão descansando para o culto-show que elevará o espirito de 100 mil seguidores que erguerão os braços, acenderam seus celulares para uma unção do leão ou qualquer outro animal.

Não achem impossível isto de acontecer. A senhora APVB já cantou no Faustão com as dançarinas em sumárias roupas fazendo a coreografia de Preciso de Ti, de forma sensual.

No camarim ao lado, Aline Barros recebe Xuxa, e durante sua apresentação dividirá o palco com ela, e fechará sua participação cantando Minha Rainha para a apresentadora infanto-juvenil.

Entre as trocas de banda, alternam-se as palavras de Silas Malafaia, RRSoares e Caio Fábio. Um falando mal do outro.

Para abrir a noite, Regis Danese canta ao lado do Pique Novo, Como Zaqueu. Mega-sucesso, blockbuster, com milhares de vozes entoando a canção!

Não ache impossível de acontecer.

Desta forma, se resolve o problema de consciência do evangélicos de todas as raças e credos que querem ir ao RIR sem serem acusados ou taxados de hereges, ou irem para o inferno.

Toda vez que acontece um evento como este, com várias bandas de rock (no carnaval o fenômeno se repete), evangélicos e crentes de todas as raças e credos, se juntam para gritar aos quatro cantos que rock é do diabo e quem vai lá, comprou seu ticket só de ida para o inferno.
Por partes, para prolongar o prazer de esquartejar o corpo de idéias estranhas, que entranham estes momentos.
Quem usa drogas, já usa muito antes de ir ao um evento como este e nada mais importa na sua vida.
Quem bebe até cair, já rasteja pela sarjeta do alcoolismo, muito antes de ter entrado na rodovia para o inferno.
Fui a muitos shows de rock, e não uso drogas ou bebo.
Conheço diversos que nunca foram a um show de rock, e bebem e usam drogas.
O foco nestes momentos nunca é na pessoa, e sim, no evento e seus efeitos.
É mais fácil atacar os efeitos do que tentar resolver as causas.
Quando fui assistir ao KISS, um dos primeiros shows de rock no Maracanã, o nome da banda era a sigla para Knights In Satan Service (Cavalheiros a Serviço de Satã) e que o vocalista esmagava pintos com suas botas, e outro cuspia sangue de verdade na platéia.
No primeiro Rock In Rio, ACDC era Anti-Christ/Death-Christ e por aí vai.
Hoje em dia, a liberdade de escolha, permite que o mais devoto dos evangélicos escute o satanista King Diamond ou o nefando Marilyn Mason da mesma forma que ouve Lagoinha e outros ministérios de adoração. E também permite que se explique a postura pop-star da senhora Ana Paula Valadão dizendo que é obra do espírito santo.
É cansativo ficar lendo estas baboseiras homéricas de quem acusa ou de quem defende.
Nos anos 80, surgiu um movimento chamado Posers, que eram pessoas que posavam como rockeiros, mas na verdade buscavam apenas o spotlight. Aliás, existem Posers em todos os segmentos da sociedade: religião, política ou artes.
A necessidade de atenção e causar polêmica extrapola, e através de um discurso de liberdade de pensamento ou escolha, joga gasolina na tenda do circo e fica feliz em posar com bonzinho e bem intencionado.
Estes são abominavelmente falsos e entediosos, com rostinhos angelicais trafegam e traficam seus pensamentos narcisistas e umbilicais.

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